Hospital Regional de Santa Maria qualifica equipes para atendimento de emergências cardíacas

A preparação das equipes que atuam na linha de frente das emergências cardíacas recebeu um reforço estratégico no Hospital Regional de Santa Maria. Nesta quinta-feira (19), profissionais da Unidade de Terapia Intensiva participaram de um treinamento em Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS), voltado ao atendimento de ocorrências críticas como paradas cardiorrespiratórias e arritmias graves.
A capacitação reuniu enfermeiros e fisioterapeutas da unidade e foi conduzida pelo médico intensivista do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Fernando Oliveira Gomes. O treinamento abordou desde a condução de paradas cardiorrespiratórias até o manejo de alterações severas do ritmo cardíaco, como bradicardias e taquicardias, com foco na atuação rápida e coordenada das equipes.
“Em uma parada cardíaca, a equipe precisa agir de forma imediata e organizada. O treinamento permite que cada profissional compreenda seu papel e execute as ações com segurança”, explica o médico.
Ao longo das atividades, foram trabalhadas estratégias voltadas à precisão da resposta clínica, incluindo revisão de protocolos e simulações práticas. O conteúdo foi estruturado com base nos três pilares que orientam o ACLS: tempo de resposta, qualidade das intervenções e integração entre os profissionais.
O atendimento a esse tipo de emergência segue uma sequência conhecida como cadeia de sobrevivência. O processo envolve a identificação precoce da parada, o início imediato da ressuscitação cardiopulmonar, a desfibrilação quando indicada, o suporte avançado de vias aéreas com administração de medicamentos, a investigação das causas reversíveis e, após o retorno da circulação, a assistência intensiva no período pós-parada.
Na rotina assistencial, as atribuições são distribuídas entre as categorias profissionais. A equipe de enfermagem é responsável pelo monitoramento do paciente, administração de medicamentos, obtenção de acesso venoso e registro das condutas. Já a fisioterapia atua no controle da ventilação, no suporte às vias aéreas e na manutenção da oxigenação.
Ambas também participam diretamente das compressões torácicas, revezando-se a cada dois minutos para manter a eficácia da manobra e reduzir interrupções — medida associada ao aumento das chances de sobrevivência.
Para a enfermeira intensivista e chefe do Serviço de Enfermagem da UTI, Flávia Carvalho, o treinamento contribui para fortalecer a atuação conjunta. “A capacitação aprimora o reconhecimento dos ritmos cardíacos e melhora a comunicação entre os profissionais. Em situações críticas, agir de forma sincronizada é essencial”, afirma.
A ação integra um programa contínuo de atualização da equipe multiprofissional da UTI. Paralelamente, também estão sendo realizadas aulas de Suporte Básico de Vida (BLS), conduzidas pelo intensivista Clayton Ferreira, voltadas às primeiras intervenções em emergências.
O treinamento ocorre ao longo de quatro dias, com quatro turmas diárias, totalizando 16 encontros. A divisão dos horários foi planejada para garantir a participação dos profissionais sem comprometer o funcionamento da unidade.
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