Fóssil brasileiro inédito pode ajudar a desvendar a origem das cobras

Fóssil brasileiro inédito pode ajudar a desvendar a origem das cobras

Fóssil brasileiro inédito pode ajudar a desvendar a origem das cobras

A descoberta, batizada de Tametara mirim, é o primeiro fóssil de cobra articulado do Brasil e foi encontrado em Presidente Prudente

Um fóssil de cobra encontrado no interior de São Paulo pode ajudar a definir em qual local surgiram as primeiras serpentes. Atualmente, existe um debate sobre se elas evoluíram no mar, no subsolo ou na superfície terrestre. Ao analisar a peça achada em 2020, os pesquisadores brasileiros detectaram estruturas anatômicas compatíveis com a vida subterrânea.

A cobra, batizada de Tametara mirim, é o primeiro fóssil de cobra articulado do Brasil e foi encontrado em uma região de pedreira de Presidente Prudente. A rocha onde os ossos foram achados é do Cretáceo Superior e tem idade estimada entre 85 e 75 milhões de anos.

É o bicho! Cerca de 800 cobras escapam de criadouro na China e assustam população

Cerca de 800 cobras escapam de criadouro na China e assustam população

Brasil Acasalamento ou briga: cobras são flagradas enroladas em estrada de GO

Acasalamento ou briga: cobras são flagradas enroladas em estrada de GO

É o bicho! Patógenos ameaçam cobras e podem levar algumas espécies à extinção, diz estudo

Patógenos ameaçam cobras e podem levar algumas espécies à extinção, diz estudo

É o bicho! Como manter cobras longe de casa: biólogo desmistifica soluções

A análise foi liderada pelos pesquisadores Tiago Simões, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, Nicolas Di-Poï, da Universidade de Helsinque, na Finlândia, e Annie Hsiou, da Universidade de São Paulo (USP). Os resultados foram publicados na revista Nature nessa quarta-feira (22/7).

Com aproximadamente 42 cm e cerca de 80 milhões de anos, os ossos do animal foram completamente preservados desde sua morte. Outras serpentes do período Cretáceo recuperadas contavam apenas com vértebras.

Para preservar o fóssil raro, os cientistas utilizaram a microtomografia computadorizada, uma técnica semelhante à dos exames hospitalares de raios X. Os resultados demonstraram que a anatomia endocraniana e o ouvido interno combinavam mais com os de um animal de vida subterrânea.

Ao realizar a mesma análise no fóssil da espécie argentina Dinilysia patagonica, que viveu em uma época próxima ao exemplar brasileiro, foi identificado que os dois tinham diferenças estruturais consideráveis. A serpente extinta da Argentina se assemelha mais a um bicho de vida terrestre.

Nenhum comentário