Plásticos "vivos" ainda não são solução para poluição dos mares
Plásticos "vivos" ainda não são solução para poluição dos mares
Apesar de representar um avanço, o plástico "vivo" ainda precisa superar várias barreiras para ser uma solução, diz especialista
Os microplásticos são um dos maiores problemas que afetam o meio ambiente na atualidade por se espalharem com facilidade pelo ar e pelos oceanos. Formadas a partir da degradação do plástico, essas partículas minúsculas já foram encontradas, além da natureza, até dentro do nosso organismo.
Como solução para o tema, pesquisadores chineses anunciaram recentemente o desenvolvimento do plástico “vivo”, uma alternativa que contém micróbios dormentes em sua composição que, quando ativados, decompõem o material sem deixar fragmentos menores. Nos testes preliminares, a invenção chegou a se autodegradar em apenas seis dias sem a produção de microplásticos. Os resultados foram publicados na revista ACS Applied Polymer Materials.
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De acordo com especialistas ouvidos pelo Metrópoles, a inovação representa uma esperança para resolver a questão dos microplásticos, porém ainda não representa uma alternativa definitiva.
“Esse plástico vivo tem propriedades mais interessantes do que outros plásticos vivos que já haviam sido sintetizados. O problema é que essa degradação acontece em ambiente controlado. Não é como se pudéssemos esperar que esse plástico fosse parar no meio ambiente, ficar exposto ao sol e, em seis dias, se decompor. É, sim, um avanço, mas infelizmente ainda não é uma solução”, avalia a professora de química ambiental Juliana Brito, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São Paulo.
Além disso, apesar dos cientistas chineses já terem demonstrado que a composição do material pode ser utilizada em produtos, a maioria dos resultados vêm de produção em pequena escala. “Ainda estamos a alguns anos desse processo estar realmente disponível para consumo de forma ampla”, diz Juliana, que também é pesquisadora apoiada pelo Instituto Serrapilheira.
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