Postura, respiração e cadência corretas podem evitar lesões na academia
Postura, respiração e cadência corretas podem evitar lesões na academia
Pesquisa com 730 alunos revela: 79,7% tiveram lesões na academia e 42% relataram dores no treino nos últimos 12 meses
Dados de pesquisa: estudo da UnB com 730 adultos em Brasília apontou que 79,7% relataram lesões musculoesqueléticas e 42% informaram dor entre maio e dezembro de 2022;
Principais locais: as regiões mais citadas para lesões foram ombro (31,1%), coluna lombossacral (29,1%) e joelho (14,9%);
Orientações de especialistas: profissionais destacam a importância da postura, cadência, respiração e acompanhamento técnico para prevenir lesões durante o treino.
Fazer musculação vai além de levantar pesos ou repetir os movimentos indicados em uma ficha. Postura, respiração, velocidade de execução, escolha da carga e capacidade individual precisam ser consideradas durante o treinamento, já que compensações podem passar despercebidas por quem está concentrado apenas em completar as repetições.
Um estudo da Universidade de BrasíliaAbrir PDF em nova abaTela cheiaCarregando PDF... (UnB) avaliou 730 adultos que praticavam treinamento resistido regularmente em quatro academias de Brasília, entre maio e dezembro de 2022. Nos 12 meses anteriores à pesquisa, 79,7% relataram alguma lesão musculoesquelética, enquanto 42% informaram episódios de dor.
Entre as regiões mais relatadas para lesões estavam o ombro, com 31,1%, a coluna lombossacral, com 29,1%, e o joelho, com 14,9%. Apesar dos números, o ortopedista Lúcio Gusmão, fundador da Rede CADE (Centro Avançado de Dor e Especialidades), ressalta que a musculação não deve ser considerada uma atividade perigosa quando realizada de maneira adequada.
Segundo o médico, lesões musculoesqueléticas são multifatoriais e não podem ser atribuídas somente à execução imperfeita. Sobrecarga, recuperação insuficiente, condicionamento inadequado, uso frequente de cargas elevadas e problemas na técnica podem contribuir para o surgimento de lesões.
“Não devemos ter medo da carga; devemos respeitar a progressão da carga. O organismo precisa receber estímulo para se adaptar, mas esse estímulo deve ser compatível com a capacidade, a técnica e a recuperação daquela pessoa”, explica Gusmão.
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