Casos de afogamentos no DF explodem e deixam autoridades em alerta

Casos de afogamentos no DF explodem e deixam autoridades em alerta

Casos de afogamentos no DF explodem e deixam autoridades em alerta

O DF registrou pelo menos 101 afogamentos entre janeiro e 14 de setembro deste ano, número quase duas vezes maior em relação a 2025

Dados de afogamentos: o Distrito Federal registrou 101 afogamentos entre janeiro e 14 de setembro, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF);

Locais das ocorrências: dados de 2022 a 2025 indicam que 45,2% dos acidentes aquáticos ocorreram em piscinas e 34,1% no Lago Paranoá;

Orientações da corporação: o CBMDF recomenda evitar a ingestão de álcool antes de entrar na água e não tentar realizar salvamentos sem treinamento.

O Distrito Federal registrou pelo menos 101 afogamentos entre janeiro e 14 de setembro deste ano, número quase duas vezes maior em relação a 2025 quando 56 pessoas se afogaram. Os dados são do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).

Com 15 ocorrências, setembro já é o mês em que mais ocorreram afogamentos na capital federal neste ano, seguido pelo mês de janeiro quando 13 afogamentos foram registrados. Na última semana, dois homens morreram após se afogarem no Lago Paranoá — um policial militar durante treinamento e um motociclista após um acidente na Ponte do Bragueto onde foi arremessado. Os incidentes ainda não entraram nas estatísticas.

Só em 13 de setembro, três vítimas se afogaram no intervalo de 1h em pontos distintos do DF. Um homem precisou ser reanimado por 30 minutos e sobreviveu após se afogar na Prainha do Lago Norte. Outras duas crianças também sobreviveram com auxílio do CBMDF após se afogarem em piscinas em Arniqueira e São Sebastião.

Os dados revelam que 234 ocorrências de afogamentos foram registradas entre 2022 e 2025. Desse total, 79,3% dos afogamentos foram registrados em piscinas e no Lago Paranoá, sendo 45,2% dos acidentes aquáticos em piscinas e 34,1% no Lago Paranoá.

Além disso, 346 ocorrências aquáticas fizeram que o Corpo de Bombeiros do DF atuasse em resgastes, em sua maioria, de embarcações que ficaram à deriva. No Entorno, a corporação chegou a auxiliar no resgate do corpo de 10 vítimas durante os últimos quatro anos.

Um principais cartões-postais e espaços de lazer do Distrito Federal, muito associado a práticas desportivas e passeios náuticos principalmente durante os dias de calor, o Lago Paranoá registrou 25 mortes entre 2022 e 2025.

Os dois casos mais recentes deste ano aconteceram na última semana. No dia 21 de setembro, o policial militar Lucas Duran da Silva, de 28 anos, morreu durante um treinamento do curso de mergulho após ter sofrido um mal súbito. A causa da morte ainda é investigada pela Polícia Civil do DF (PCDF).

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